
Veneno
Alceu Valença
Rejeição e autodefesa em "Veneno" de Alceu Valença
Em "Veneno", Alceu Valença explora a tensão entre o desejo de conexão e a rejeição. Logo nos primeiros versos, o narrador expressa a tentativa de oferecer algo valioso ao outro, como em “fiz toalha do sol também / você não quis me enxugar”, mostrando um gesto de generosidade que não é reconhecido. Esse início já estabelece o sentimento de isolamento e a busca por reinvenção diante da indiferença.
A canção avança para um cenário de confronto, evidenciado em “Eu fui jogado entre as feras / Olho por olho é a lei”. Aqui, Valença faz referência tanto à cultura nordestina, marcada pela luta e resistência, quanto a um contexto mais amplo de sobrevivência e justiça retributiva. A letra mistura elementos tradicionais e modernos, como na imagem das “balas com gosto de hortelã”, que une agressividade e suavidade, sugerindo que até as ameaças podem ter um lado sedutor. Ao se descrever como “a terrível febre amarela / e o veneno da cobra e da maçã”, o artista utiliza símbolos de perigo e transformação. O “veneno da cobra e da maçã” faz alusão ao pecado original, ampliando o significado da música para temas como desejo, transgressão e autodefesa. Assim, Valença mostra que, diante da rejeição, a resposta pode ser se tornar irresistível e perigoso ao mesmo tempo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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