
Porta Maldita
Aldina Duarte
Solidão e despedida em "Porta Maldita" de Aldina Duarte
Em "Porta Maldita", Aldina Duarte utiliza a imagem da porta como símbolo central para expressar a separação definitiva e o isolamento emocional após o término de um relacionamento. O verso “Fechaste a porta eu fiquei por detrás daquela porta / Menos viva, mais que morta, mais perdida, menos eu” mostra de forma clara o impacto devastador da despedida, revelando como a ausência do outro desestrutura a identidade e a vitalidade de quem fica. A porta, nesse contexto, não apenas separa fisicamente, mas também marca o início de uma solidão profunda e de um período de espera e desespero, como aparece em “Porta que dita / Horas ao meu desespero / Porta cerrada que eu espero / Ver aberta, qualquer dia”.
A canção tem um tom melancólico e introspectivo, reforçado por palavras que evocam perda e descrença, como em “A fé que não acredita / Nesta despedida fria”. Aqui, a fé, geralmente ligada à esperança, é apresentada como algo que já não sustenta mais a protagonista, destacando a frieza e a irreversibilidade da separação. A metáfora da porta como “muro de madeira” que “cerrou à nossa maneira a história que nos unia” reforça a ideia de que o fim do amor é definitivo e resultado das escolhas do casal. A interpretação de Aldina Duarte, marcada pela busca de autenticidade, intensifica o sentimento de perda e solidão, mantendo viva a tradição do fado de transformar a dor em arte e memória.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Aldina Duarte e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: