
O Bêbado e a Equilibrista
Aldir Blanc
Resistência e esperança em “O Bêbado e a Equilibrista”
Em “O Bêbado e a Equilibrista”, Aldir Blanc constrói uma narrativa que vai além da homenagem a Charlie Chaplin, sugerida no início pela imagem do bêbado de luto que “me lembrou Carlitos”. A canção rapidamente se transforma em um retrato do Brasil durante a ditadura militar, misturando melancolia e resistência. O bêbado, figura marginalizada, representa o povo brasileiro, enquanto a equilibrista simboliza a esperança que persiste mesmo diante da repressão e do sofrimento.
A letra utiliza metáforas para dialogar com o contexto político da época. O verso “Meu Brasil que sonha com a volta do irmão do Henfil” faz referência ao exílio de Betinho, irmão do cartunista Henfil, e à expectativa pela anistia dos exilados políticos. Já “Choram Marias e Clarisses” homenageia mulheres que perderam familiares para a violência do regime, como Maria, filha de Manuel Fiel Filho, e Clarisse Herzog, esposa de Vladimir Herzog. A esperança, descrita como uma equilibrista que “dança na corda bamba de sombrinha”, mostra a fragilidade e a persistência do desejo de liberdade. O refrão “a esperança equilibrista sabe que o show de todo artista tem que continuar” reforça que, apesar das adversidades, a luta e a vida seguem adiante, sustentadas pela esperança coletiva.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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