
Valquíria
Aldir Blanc
Ironia social e sonhos frustrados em "Valquíria" de Aldir Blanc
Em "Valquíria", Aldir Blanc utiliza a ironia para mostrar o contraste entre o desejo de ascensão social da protagonista e a dura realidade econômica que ela enfrenta. O termo "corcel" é central para essa ironia, pois faz referência tanto ao cavalo nobre das histórias clássicas quanto ao carro popular da Ford, símbolo de status e sonho de consumo. No entanto, a crise econômica obriga Valquíria a se contentar com um "jerico" (jumento), comprado na Praça Xavier de Brito, conhecida pela venda de animais. Essa escolha reforça o tom satírico da música, destacando as limitações impostas pela desigualdade social.
Aldir Blanc transforma a trajetória de Valquíria em uma espécie de fábula urbana, aproximando-a de Dom Quixote, personagem que luta por ideais inalcançáveis. Valquíria, vestida de Adidas — marca que sugere modernidade e desejo de pertencimento ao universo do consumo —, atravessa bairros do Rio de Janeiro até ser derrotada pelo empacamento do burro na Avenida Brasil. O verso final, “Já não se cavalga tão bem no país!”, é uma crítica social direta, usando o humor para expor a frustração coletiva diante das dificuldades do cotidiano brasileiro. Assim, Aldir Blanc retrata as aspirações e desilusões do cidadão comum, misturando leveza, ironia e crítica social de forma acessível.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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