
Boa Hora
Alessandra Leão
Afeto e tempo presente em "Boa Hora" de Alessandra Leão
"Boa Hora", de Alessandra Leão, explora a importância de viver o presente com leveza e atenção aos pequenos encontros do cotidiano. A letra convida o ouvinte a desacelerar, como nos versos “anda o teu andar sem pressa” e “chega, a boa hora é essa”, ressaltando o valor do momento atual. Essa abordagem reflete a influência da cultura popular nordestina, onde o tempo é percebido de forma mais circular e menos apressada, e onde a convivência e a partilha são centrais. O clima acolhedor da canção aparece em frases como “entra, puxa essa cadeira, tem a tarde inteira”, evocando as rodas de conversa e celebração típicas do Nordeste, elementos recorrentes na obra de Alessandra Leão.
A música também aborda coragem e vulnerabilidade, especialmente no trecho “quase que eu perdi o medo, deixa de guardar segredo, deita, espera amanhecer”. Aqui, a noite e a madrugada são vistas como momentos de acolhimento e renovação, conectando-se à simbologia das práticas afro-brasileiras, onde o cuidado e o afeto são fundamentais. Versos como “não há laço maior que o afetivo, nem amparo melhor que a madrugada” reforçam a valorização dos vínculos humanos e do tempo compartilhado. Além disso, conselhos como “quem quer sombra é melhor jogar a semente” e “quando for dar um passo olhe pra frente” sugerem paciência e propósito, indicando que o caminho mais significativo é aquele trilhado com intenção e atenção ao essencial: o afeto, a presença e o cuidado mútuo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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