
Abra a Porta/ Boiada 31
Alessandra Leão
Ritual, ancestralidade e proteção em “Abra a Porta/ Boiada 31”
Em “Abra a Porta/ Boiada 31”, Alessandra Leão utiliza a repetição de versos como “Abre a porta Mamãe / Deixe o boiadeiro passar” para criar um ambiente ritualístico, típico das tradições afro-brasileiras. Esse pedido de passagem não é apenas literal, mas simboliza a abertura para a presença do boiadeiro, entidade espiritual da Umbanda associada à força, proteção e sabedoria dos trabalhadores do campo. O boiadeiro, que “vem de longe”, representa alguém que atravessa distâncias espirituais para cumprir uma missão, reforçando a conexão entre o mundo material e o espiritual, além de valorizar o respeito às raízes culturais, como evidenciado no álbum “Macumbas e Catimbós”.
O trecho “A minha boiada é de trinta e um / Eu contei trinta e tá faltando um” traz à tona o simbolismo do número 31, frequentemente presente em práticas religiosas afro-brasileiras. Esse número pode remeter à ideia de completude, proteção ou até mesmo a um mistério não revelado. A sensação de que “tá faltando um” sugere uma busca constante, um olhar atento ao que ainda não está completo, evocando tanto o cuidado do vaqueiro com seu rebanho quanto a vigilância espiritual. A estrutura repetitiva e simples da música reforça seu caráter coletivo e meditativo, convidando à reflexão sobre pertencimento, proteção e ancestralidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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