
Travessia (part. Milton Nascimento)
Alexandre Pires
Resiliência e transformação em “Travessia (part. Milton Nascimento)”
O título “Travessia (part. Milton Nascimento)”, interpretado por Alexandre Pires, faz referência direta à última palavra do romance “Grande Sertão: Veredas”, indicando que a música vai além de um relato sobre amor perdido. Ela representa uma jornada de transformação pessoal e resistência diante das dificuldades. O verso “Minha casa não é minha / E nem é meu este lugar” ganha ainda mais significado quando relacionado ao contexto dos anos 1960, época marcada pela repressão política no Brasil. Esse trecho sugere uma busca por pertencimento e liberdade em meio à solidão e ao sentimento de não se encaixar.
A letra alterna entre a dor da perda e a esperança de reconstrução. O trecho “Vou fechar o meu pranto / Vou querer me matar” mostra o sofrimento intenso, mas logo é seguido por uma mudança de perspectiva: “Eu não quero mais a morte / Tenho muito o que viver”. Esse momento marca a superação, quando a tristeza dá espaço à vontade de seguir em frente. O trecho “Meu caminho é de pedra / Como posso sonhar” reforça a ideia de que a vida é difícil, mas a travessia é necessária. No final, a música propõe uma postura ativa diante da vida: “Já não sonho, hoje faço / Com meu braço o meu viver”, mostrando que, apesar das perdas, é possível transformar a dor em ação e esperança. A versão de Alexandre Pires com Milton Nascimento homenageia a tradição da MPB e reforça a mensagem atemporal de resiliência e autodescoberta.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Alexandre Pires e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: