
Fado Cravo
Alfredo Marceneiro
Reflexão sobre destino e melancolia em “Fado Cravo”
“Fado Cravo”, de Alfredo Marceneiro, transforma um encontro casual em uma viela em uma reflexão profunda sobre o significado do fado e da própria vida. O verso “Estava ali o fado inteiro / Pois toda ela era fado” mostra como a mulher encontrada pelo narrador representa, de forma quase mística, a essência do fado: tristeza, destino e melancolia. Esse aspecto é reforçado pelo contexto histórico, já que a melodia composta por Marceneiro é considerada uma das mais expressivas do gênero, sendo usada para transmitir emoções intensas e autênticas do povo português.
A letra narra uma expectativa de sedução típica do universo boêmio do fado, quando o narrador, ao “arvorar um ar gingão” e esperar “o convite do costume”, revela uma rotina de encontros. No entanto, a surpresa surge ao perceber o “pranto” e o “desgosto” no rosto da mulher, levando à constatação de que “o fado / Não é sempre o que se pensa”. Essa mudança de perspectiva reforça o tom melancólico e reflexivo da canção, mostrando que o fado vai além da música: é uma expressão das dores e incertezas da vida. A imagem final da “guitarra / A chorar penas da vida” resume a ligação entre a música e o sofrimento humano, um elemento central tanto na letra quanto na tradição do fado, reconhecido na obra de Marceneiro no contexto cultural português.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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