Lobo do Asfalto
Alibi
Realidade e sobrevivência em "Lobo do Asfalto" do Álibi
"Lobo do Asfalto", do Álibi, retrata de forma direta a rotina tensa e imprevisível de quem vive nas ruas da periferia de Brasília, especialmente em Ceilândia. O título usa a imagem do "lobo" para simbolizar o indivíduo que precisa estar sempre alerta e desconfiado, pronto para enfrentar perigos e traições no ambiente urbano. Trechos como “Estou meio cabreiro será que não vem ninguém?” e “Ou se dá de bem ou vira finado” deixam claro que cada escolha pode ser uma questão de vida ou morte, mostrando a constante sensação de risco e a necessidade de sobrevivência.
A música expõe a realidade do crime e da desconfiança, mas também destaca como a criminalidade muitas vezes surge da falta de oportunidades e da necessidade de garantir o básico. A ausência de uma ceia de Natal e a busca por “micha no bolso e atitude na veia” revelam tanto a carência material quanto a emocional. Referências ao Opala 71, carros rebaixados e o corre para “fazer entrega” mostram o cotidiano de pequenos delitos e a ostentação como forma de afirmação. O refrão “Lobo do asfalto não faz assim / Deixa uma carreta aqui pra mim” mistura ironia e desejo, sugerindo a busca por respeito e sobrevivência. Ao afirmar “Meu parceiro sou eu mesmo / Não vou me caguetar”, a letra reforça o isolamento e a desconfiança de quem vive à margem. No fim, "Lobo do Asfalto" é um relato cru sobre a luta diária, as perdas e a resistência de quem encara o asfalto como território de sobrevivência.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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