
Maria, Mariazinha
Alípio Martins
Ritmo, nostalgia e desejo em “Maria, Mariazinha” de Alípio Martins
Em “Maria, Mariazinha”, Alípio Martins utiliza a repetição da palavra “esquirondon” para criar um ritmo marcante, típico da lambada e do brega, estilos nos quais o artista se destacou. Essa palavra funciona como uma onomatopeia, remetendo ao som dos passos de dança da moreninha à beira do cais, e ajuda a transportar o ouvinte para o cenário descrito na música. O uso desse recurso sonoro aproxima quem escuta da cena, tornando a lembrança do narrador mais vívida e envolvente.
A letra apresenta uma narrativa nostálgica, centrada na lembrança de um momento especial: o fascínio imediato por uma jovem dançarina, representada pela “moreninha” que samba e bate as tamanquinhas. O velho cais dourado serve de pano de fundo para um romance idealizado, onde o narrador se sente encantado e deseja compartilhar a dança e o amor com a moça. No entanto, há uma dualidade emocional nos versos “Eu tenho dado o meu amor / A outras mas não dou meu coração”, indicando que, apesar de viver outras paixões, ele guarda seu verdadeiro sentimento, talvez por medo de se entregar totalmente. A metáfora do coração que não pode ser arrancado, pois “arrancando eu sei que morro / E morrendo eu não posso amar”, reforça a ideia de que o amor é vital, mas também protegido. Assim, a música mistura leveza, desejo e uma certa melancolia, celebrando tanto o encanto do momento quanto a dificuldade de viver um amor pleno.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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