
Os Presidenciáveis
Alípio Martins
Humor e crítica política em “Os Presidenciáveis” de Alípio Martins
“Os Presidenciáveis”, de Alípio Martins, usa o humor para expor a desconfiança do povo diante das eleições presidenciais de 1989. A música faz uma sátira direta às promessas exageradas e à teatralidade dos candidatos, destacando-se pelo uso de imitações caricatas. Um exemplo marcante é quando o personagem de Lula promete “seis meses de férias” e “cinco horas de almoço”, ironizando o absurdo das promessas feitas para conquistar votos. O refrão repetido, “Vocês vão votar nele? Não / Vocês querem ele? Não”, reforça o ceticismo popular, mostrando que, apesar das diferentes personalidades, a confiança do eleitor permanece abalada.
O contexto da redemocratização e a grande quantidade de candidatos aparecem na escolha de figuras que vão além dos políticos tradicionais, como Silvio Santos e Pelé. Isso evidencia a ideia de que, naquele momento, qualquer celebridade poderia se candidatar. A música também brinca com traços marcantes de cada personagem: Jânio Quadros e sua paranoia, Ulysses Guimarães com o trocadilho “plano do embalsamento”, Brizola e sua retórica, Sarney pedindo “segunda chance” e Silvio Santos com seu jeito irreverente. No final, a entrada de Pelé e o coro “Já ganhou” ironizam como o carisma pode influenciar mais do que propostas concretas. Assim, Alípio Martins transforma o cenário político em um espetáculo, usando o humor para refletir o desencanto e a complexidade do eleitorado brasileiro naquele período.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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