Poema Em Linha Reta
Allie's Glove
Vulnerabilidade e autenticidade em “Poema Em Linha Reta”
Em “Poema Em Linha Reta”, Allie's Glove retoma o desconforto diante da idealização das pessoas ao redor, tema central do poema original de Álvaro de Campos, heterônimo de Fernando Pessoa. A repetição da imagem dos “semideuses no meu caixão” destaca o incômodo de conviver com figuras vistas como inalcançáveis, o que acentua o sentimento de inadequação e isolamento do eu lírico. Esse contraste entre a própria vulnerabilidade e a percepção de perfeição alheia alimenta o medo de existir, tornando a experiência de viver mais angustiante.
A letra mantém o tom confessional e autodepreciativo do poema, com versos como “Eu que tantas vezes fui ridículo e absurdo” e “Eu que sou ridículo, não nasci pra esse mundo”, expondo inseguranças e autocrítica de forma direta. O questionamento “Onde se acha gente de verdade neste mundo?” reforça a crítica à hipocrisia social e à dificuldade de encontrar autenticidade nas relações humanas, um ponto central também no texto de Pessoa. A musicalização experimental, com atmosfera melancólica, intensifica a sensação de desconexão, tornando a busca por autenticidade ainda mais urgente e dolorosa. Ao adaptar o poema para a música, Allie's Glove aproxima o público contemporâneo das angústias universais de sentir-se inadequado em meio a um mundo de aparências.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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