
Pertencimento
Alma Noturna
Por onde tenho andado não encontro
Olhando em volta não consigo mais sentir
A simples convergência para um ponto
Que traga algum sentido para tudo existir
A vida passa em preto e branco
Os sentimentos verdadeiros vão sumir
Eu observo o tempo passando
Parado na esperança de tudo se destruir
O não pertencer se faz presente aqui
O que me sobra no final são as migalhas
Confesso emoções ausentes indolentes
De uma vida feita através de falhas
Nos sonhos reina o mesmo confronto
Sem paz eu acho que não posso mais seguir
A direção que segue para um conto
A história sobre como a dor obriga a desistir
Momentos cruciais eu me escondo
Carrego marcas que não querem mais sumir
Calado atrás de um falso contraponto
Sem saber se eu ainda quero prosseguir
O não pertencer se faz presente aqui
O que me sobra no final são as migalhas
Confesso emoções ausentes indolentes
De uma vida feita através de falhas
O não pertencer se faz presente aqui
(O ser já não se faz)
O que me sobra no final são as migalhas
(O abrigo incapaz)
Confesso emoções ausentes indolentes
De uma vida feita através de falhas



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