
Que El Viento Borró Tus Manos
Almendra
A saudade e o tempo em “Que El Viento Borró Tus Manos”
Em “Que El Viento Borró Tus Manos”, do Almendra, a imagem do vento apagando as mãos simboliza a fragilidade das lembranças e dos laços afetivos diante do tempo. O verso “Era una chica que voló / Vio florecer la luz del sol / Y no volvió” (“Era uma garota que voou / Viu florescer a luz do sol / E não voltou”) retrata a partida de uma jovem, cuja ausência transforma o ambiente: o tempo passa, as frutas deixam de brilhar e até o sol desaparece, criando uma atmosfera de melancolia e perda. A presença marcante da flauta transversal, misturando influências de jazz, tango e pop, reforça esse clima nostálgico e de distanciamento.
O refrão “Donde estás ahora / Que el viento borró tus manos” (“Onde você está agora / Que o vento apagou suas mãos”) funciona como uma metáfora para o esquecimento: as mãos, símbolo do toque e da presença, são apagadas pelo vento, que representa o tempo e a inevitabilidade de esquecer. A frase “Tu cara es muy gris / Tu imagen se va” (“Seu rosto está muito pálido / Sua imagem está indo embora”) reforça a ideia de que a memória da jovem está se desfazendo, tornando-se cada vez mais distante. O desenho feito por Spinetta para ilustrar a canção, mostrando uma mulher levada pelo vento e duas portas, aprofunda a sensação de passagem e de portas que se fecham para o passado. Assim, a música reflete sobre a dor da ausência, a passagem do tempo e a dificuldade de manter vivas as lembranças de quem partiu.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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