
A Natureza Chora
Almir Guineto
Memórias e perdas urbanas em "A Natureza Chora"
"A Natureza Chora", de Almir Guineto, aborda de forma direta o impacto negativo da urbanização acelerada sobre a memória afetiva e o convívio com a natureza nas cidades. A música lamenta a ausência de árvores frutíferas como amora, romã, abiu, carambola e goiaba, mostrando que a perda vai além do sabor: representa também o fim de um ambiente acolhedor e de momentos compartilhados. O verso “Os espigões invadiram a cidade / Sem ter piedade com a plantação” evidencia a crítica social à substituição de áreas verdes por prédios, o que transforma a paisagem e afasta as pessoas do contato com a natureza e suas lembranças.
A letra utiliza situações do cotidiano, como o corte do “arvoredo da praça” feito “de pirraça”, para mostrar a insensibilidade diante do valor coletivo das árvores. Esse ato, feito sem necessidade, simboliza a perda de espaços de lazer e convivência, deixando o local “sem graça” e vazio. O tom nostálgico da canção reforça que a destruição da natureza leva consigo sonhos, histórias e a identidade dos lugares. Assim, a música serve como um apelo à preservação e um registro da dor causada pelas mudanças urbanas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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