Exibições da letra 411

Desencanto de Cantar

Almir Guineto

Sentimentos de perda e esperança em "Desencanto de Cantar"

"Desencanto de Cantar", de Almir Guineto, explora o sentimento de vazio e desilusão por meio de referências marcantes ao universo do samba. Logo no início, versos como “Sou Madureira sem Portela” e “Sou samba enredo sem refrão” mostram a perda de sentido e identidade. Madureira, bairro tradicional do Rio de Janeiro, é inseparável da escola de samba Portela, e um samba-enredo sem refrão perde sua essência. Essas comparações reforçam o quanto o narrador se sente incompleto, especialmente para alguém tão ligado às raízes do samba como Almir Guineto.

A melancolia se aprofunda em imagens como “Escuridão de um barco a vela / Que ao partir, partiu mil o coração”, que expressam a dor da separação e a incerteza do futuro. O trecho “Do meu pranto é o canto / Desencanto de cantar” resume o paradoxo de transformar sofrimento em música, mas sem encontrar alívio. A letra também fala sobre a espera angustiante e a solidão, como em “Na certeza da incerteza de esperar”. Apesar disso, há um momento de esperança: quando o narrador está ao lado da pessoa amada, “tudo volta ao normal” e ele se sente novamente “folia de um divino carnaval”. Assim, a canção alterna entre o desencanto e a possibilidade de redenção afetiva, usando o samba como metáfora para os altos e baixos emocionais.

Composição: Almir Guineto, Carlos Sena, Luiz Carlos da Vila. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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