
Tô Voltando
Almir Guineto
Desilusão e saudade em "Tô Voltando" de Almir Guineto
"Tô Voltando", de Almir Guineto, retrata o retorno de alguém à sua comunidade e o choque ao encontrar um ambiente marcado por opressão, abandono e injustiça. O verso “meu povo no alto do morro tá pagando pedágio pedindo socorro” denuncia a exploração e a falta de proteção enfrentadas pelos moradores, sugerindo que a ausência de uma liderança comprometida permitiu o avanço da violência e da desordem. O termo “pedágio” reforça a ideia de que a comunidade está sendo extorquida, seja por forças externas ou internas, aprofundando o sentimento de desilusão do narrador.
O eu lírico admite seu erro ao se afastar e confiar a liderança a alguém que julgava ser de confiança: “Deixei no meu lugar quem pensei ser irmão”. Essa escolha resultou em traição e agravou a situação da favela, trazendo à tona temas como responsabilidade pessoal e decepção. O desejo de justiça aparece quando o narrador fala em “acertar as contas com esse vacilão”, mostrando que a transformação social passa pelo enfrentamento dos que prejudicaram a coletividade. O lamento “minha favela, infelizmente só ouço dizer, já não é mais aquela” expressa a saudade de um tempo de paz e alegria, agora substituído por tristeza e insegurança, ressaltando o impacto negativo da desunião e da ausência de liderança.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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