
Marcha da Cueca
Almir Rouche
Humor e cotidiano nordestino em "Marcha da Cueca"
"Marcha da Cueca", de Almir Rouche, destaca-se pelo humor escrachado ao transformar um motivo banal em motivo de escândalo. O trecho “Eu mato, eu mato / Quem roubou minha cueca / Pra fazer pano de prato” exagera a reação diante do roubo de uma cueca, um objeto simples e cotidiano, que ainda é reaproveitado de forma inusitada. Essa situação brinca com práticas comuns em lares nordestinos, onde reutilizar tecidos é algo corriqueiro, mas aqui o ato ganha um tom de indignação cômica.
A música também traz um lado sentimental, disfarçado de piada, ao mencionar que a cueca era um presente da namorada, seja ela “lavada” ou “encardida”. Isso reforça o valor afetivo do objeto e torna o roubo ainda mais "grave" dentro da lógica bem-humorada da canção. O uso de repetições e frases curtas, típicas das marchinhas de carnaval, facilita a participação do público e transforma a indignação em motivo de festa. O contexto carnavalesco, marcado pela descontração e pelo deboche, potencializa o efeito cômico e faz da música um convite à leveza e à brincadeira, elementos centrais do gênero.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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