
Peão
Almir Sater
Mudanças e saudade no sertão em "Peão" de Almir Sater
A música "Peão", de Almir Sater, aborda de forma sensível o impacto da modernização no sertão brasileiro, mostrando como o avanço da "civilização" alterou profundamente a vida rural. No trecho “Que agora se chama / Não mais de sertão / Mas de terra vendida / Civilização”, Sater evidencia a transformação do campo livre em terras comercializadas, simbolizando a perda de identidade e autonomia do peão diante do progresso. Imagens como “ventos que arrombam janelas / E arrancam porteiras” reforçam a ideia de mudanças bruscas e inevitáveis, que invadem o cotidiano rural sem pedir permissão.
A letra também traz um tom nostálgico ao relembrar costumes da vida boiadeira, como “a fogueira, a noite / Redes no galpão / O paiero, a moda / O mate, a prosa”, que agora “tem mais não”. Essa enumeração destaca a saudade de um tempo em que a convivência e a simplicidade eram essenciais. O verso “Segue seu destino boiadeiro / Que a boiada foi no caminhão” resume a ruptura causada pela tecnologia: o peão, antes central, vê sua função esvaziada, mas mantém sua dignidade e memória. Ao final, Sater valoriza a experiência do peão, associando-a à identidade brasileira: “Existe uma vida / Uma vida vivida / Sentida e sofrida / De vez por inteiro / E esse é o preço preu ser brasileiro”. "Peão" retrata, assim, as perdas e resistências diante das transformações do sertão.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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