
Chalana
Almir Sater
A saudade e o arrependimento em “Chalana” de Almir Sater
Em “Chalana”, Almir Sater utiliza a imagem da chalana, embarcação típica do Pantanal, para retratar sentimentos profundos de perda e arrependimento. A canção, composta por Mario Zan e Arlindo Pinto, tem como cenário o rio Paraguai, elemento central da paisagem pantaneira. A chalana navegando "no remanso do rio Paraguai" simboliza o afastamento de um amor, trazendo à tona a dor silenciosa de quem vê alguém querido partir. O contraste entre a tranquilidade da natureza e o sofrimento do narrador reforça a intensidade do lamento presente na música.
A letra deixa claro o remorso do eu lírico, especialmente quando ele admite: “Fui ingrato, eu feri o seu meigo coração”. A chalana, ao levar o amor embora, torna-se uma espécie de cúmplice involuntária dessa separação, como se a própria paisagem fosse testemunha do fim do relacionamento. A repetição do verso “Oh! Chalana sem querer, tu aumentas minha dor” destaca o peso emocional da despedida, enquanto a imagem da embarcação desaparecendo “na curva lá do rio” sugere que a perda é definitiva. “Chalana” se tornou um símbolo da cultura pantaneira, marcada pela nostalgia, pelo arrependimento e pela saudade de um amor que não volta mais.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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