
Três Toques Na Madeira
Almir Sater
Crítica social e ironia em "Três Toques Na Madeira"
Em "Três Toques Na Madeira", Almir Sater utiliza a ironia para expor a sensação de instabilidade e insatisfação diante do cenário social e econômico brasileiro. Logo no início, a música sugere que o tradicional gesto supersticioso de bater na madeira já não é suficiente para afastar os problemas do país. A expressão "montanha russa à moda brasileira" resume a constante instabilidade vivida pela população, especialmente em tempos de privatizações e crises financeiras. Versos como "venderam tudo até a prateleira" e "abriram a bolsa e bateram a carteira" criticam diretamente a entrega de recursos públicos e a corrupção, mostrando como essas decisões afetam negativamente a maioria da população.
O tom irônico se intensifica ao abordar o escapismo cultural, como em "Chega novembro e a fauna brasileira vai lá na praia e se espicha numa esteira", ironizando a tendência de buscar alívio em festas e feriados para esquecer os problemas. A música também faz referência à desconfiança generalizada e à precariedade do cotidiano, ao mencionar a "rataria" e a necessidade de "chavear a porta". O verso "nossa riqueza tá navegando no mar da globalheira" critica a perda de patrimônio nacional diante da globalização, enquanto a menção ao "rei do bisturi" ironiza o culto ao luxo e à aparência. No final, o desejo de "me mandando lá pras banda pantaneira" revela uma vontade de fugir da realidade difícil, encerrando a canção com um tom de resignação e sarcasmo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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