
Bicho Feio
Almir Sater
Medo e folclore que atravessam gerações em “Bicho Feio”
Em “Bicho Feio”, Almir Sater transforma o medo em tradição compartilhada. A canção, fruto da parceria com Renato Teixeira, mistura country americano com modos de roça e soa como roda de causos. O refrão “Bicho feio, sempre tem / Ontem e hoje no além” reforça a ideia de continuidade: as histórias mudam, mas o assombro persiste. Quando aparecem “saci, caipora e curupira”, entram em cena travessuras e guardiões da mata; já em “Olha o capa preta / Galopando a mula sem cabeça”, surgem figuras usadas para explicar barulhos e sombras da noite, como o vulto fantasmagórico e a lenda da mulher amaldiçoada que perde a cabeça.
As imagens marcam o território do susto: “quando a noite vem” e “meia-noite” apontam a hora do perigo. Em “as fogueiras e os porões escuros / eu quero ver arder, quero ver queimar”, a vontade é iluminar o desconhecido, como quem enfrenta o medo em volta do fogo. O “navio-fantasma” amplia o mapa do além, conectando sertão e costa e revelando a mistura de referências que a música assume. Ao afirmar “Todo mundo tem uma história estranha pra contar” e “sempre alguém assustando alguém”, Sater destaca a tradição oral que mantém essas narrativas vivas: a comunidade convive com o medo contando casos, rindo de nervoso, respeitando limites e preservando o mistério.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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