
As Mil e Uma Noites de Uma Mocidade Pra Lá de Marrakech
Altay Veloso
Mistura cultural e fantasia em “As Mil e Uma Noites de Uma Mocidade Pra Lá de Marrakech”
“As Mil e Uma Noites de Uma Mocidade Pra Lá de Marrakech”, de Altay Veloso, destaca-se por unir o universo mítico das “Mil e Uma Noites” à identidade carioca do samba-enredo. A letra faz um paralelo criativo entre o deserto marroquino e o sertão brasileiro, aproximando paisagens e culturas que parecem distantes, mas se conectam pela imaginação e pela celebração popular. O verso “Fui no deserto roncar meu tambor / Pra Alah conhecer meu Xangô” exemplifica essa fusão, promovendo um encontro simbólico entre o Islã e as religiões afro-brasileiras, e mostrando respeito à diversidade religiosa.
A música também utiliza referências populares e expressões do cotidiano, como o título, que brinca com a ideia de “pra lá de Marrakesh” para indicar algo exótico ou distante. A comparação entre o “Saara de lá” (o deserto africano) e o “Saara de cá” (o tradicional mercado popular do Rio de Janeiro) reforça a mistura de culturas. Personagens das histórias árabes, como Aladim e Simbad, aparecem integrados ao samba em versos como “Põe Alladin no agogô / Tantan na mão de Simbad”, misturando instrumentos do samba com figuras do folclore oriental. O tom leve e festivo da letra ressalta o Carnaval como espaço de encontro, fantasia e união, sintetizado no verso final: “Ó meu Brasil, abrace a humanidade / És a pátria mãe gentil da amizade”.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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