
Bloco da Solidão
Altemar Dutra
Solidão em meio à folia em “Bloco da Solidão”
Em “Bloco da Solidão”, Altemar Dutra utiliza o bloco carnavalesco como uma metáfora poderosa para expressar a solidão do narrador. O carnaval, tradicionalmente associado à alegria e à união, é transformado em um cenário de dor íntima. Quando o narrador afirma que "leva o estandarte de um amor / Do amor que se perdeu num carnaval", ele subverte o símbolo do bloco, que normalmente representa festa coletiva, para mostrar que carrega sozinho a saudade de um amor perdido. O bloco, nesse contexto, é composto apenas por ele, destacando a sensação de isolamento mesmo em meio à multidão.
A letra também traz um pedido ao público: "batam palmas pra mim" e "aplaudam quem sorri / trazendo lágrimas no olhar". Esses versos reforçam a ideia de uma felicidade aparente, que esconde um sofrimento profundo. Essa dualidade entre o que se mostra e o que se sente é uma marca das composições de Jair Amorim e Evaldo Gouveia, e ganha ainda mais intensidade na interpretação emotiva de Altemar Dutra. O ciclo do carnaval, que se repete todos os anos, simboliza a continuidade da solidão do narrador, como fica claro em "O ano inteiro é sempre assim". Assim, a música utiliza a maior festa popular do Brasil para abordar um sentimento universal, tornando a solidão ainda mais marcante por ser vivida em meio à celebração coletiva.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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