
O Drama de Angélica
Alvarenga e Ranchinho
Ironia e criatividade em “O Drama de Angélica”
"O Drama de Angélica", de Alvarenga e Ranchinho, se destaca pelo uso criativo e quase obsessivo de palavras proparoxítonas, o que desafia a métrica tradicional da música popular e cria um efeito cômico ao narrar uma tragédia. A letra conta a história de Angélica, uma mulher anêmica e "maligna" que morre após uma série de erros médicos e farmacêuticos. O tom irônico é evidente: a fatalidade é tratada como um detalhe burocrático, e o distanciamento dos narradores reforça o humor da situação.
A música faz piada com a própria estrutura da poesia, ao se autodefinir como "em forma esdrúxula / feita sem métrica, com rima rápida". O uso de termos médicos e científicos, como "ácido prússico" e "mal sifilítico", reforça a sátira, zombando tanto da linguagem pomposa quanto da ineficácia dos profissionais envolvidos. O desfecho, com a morte de Angélica e a construção de um "sarcófago assaz artístico", mantém o tom leve e irônico, culminando no epitáfio: "Cá jaz Angélica: Moça hiperbólica / Beleza helênica. Morreu de cólica!". Assim, Alvarenga e Ranchinho transformam o drama em comédia, usando a linguagem de forma criativa para satirizar tragédias e exageros literários.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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