
Ave de rapina
Amadeu Cavalcante
Dor e resiliência em "Ave de rapina" de Amadeu Cavalcante
Em "Ave de rapina", Amadeu Cavalcante, com letra de Osmar Júnior, explora a dor da ausência e a necessidade de sobrevivência emocional. A imagem da ave de rapina representa a transformação da saudade em instinto, mostrando como a falta de alguém importante pode despertar uma força bruta e selvagem. Isso aparece claramente em versos como “Pois a falta do teu corpo / Fez selvagem em meu olhar”, onde a carência se transforma em um olhar feroz, pronto para enfrentar as dificuldades.
A letra constrói uma narrativa marcada pela perda e pela busca, usando imagens de deslocamento e esvaziamento: “Já não tenho mais meus passos / Já não tenho mais espaço / Já não tenho mais meus olhos / De tanto ver o tempo passar”. O tempo é retratado como um agente que desgasta e consome não só a esperança, mas também a identidade do sujeito. A procura pela “cor do mar” após perder os olhos do outro reforça a busca por sentido e beleza em meio ao vazio. A metáfora da ave de rapina “antes da chuva cair / Fugir no ar...” sugere o impulso de liberdade e sobrevivência diante de uma tempestade emocional. Inserida no contexto da Música Popular Amapaense, a canção transforma uma experiência pessoal de perda em uma expressão universal de luta e resiliência.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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