
Sentinela Nortente
Amadeu Cavalcante
Identidade e resistência amapaense em “Sentinela Nortente”
“Sentinela Nortente”, de Amadeu Cavalcante, aborda de forma crítica o sentimento de marginalização vivido pelo povo do Amapá. Ao se referir à região como “planícies no fim do Brasil”, a música evidencia a sensação de isolamento e esquecimento em relação ao restante do país. O verso “Cadê a tribo, a taba, a tanga, a tamba-tajá” destaca a preocupação com a perda das tradições indígenas e a diluição da identidade cultural local, temas centrais do Movimento Costa Norte e da Música Popular Amapaense, dos quais a canção é um marco importante.
A letra também ressalta a miscigenação e as trocas culturais típicas da região de fronteira, como em “Suriname me manda muamba que eu te mando manga”, que ilustra o intercâmbio comercial e cultural com países vizinhos. A menção a “Maria Huana” traz um duplo sentido: além de parecer um nome feminino, faz alusão à maconha, sugerindo temas de contrabando e a influência de elementos externos. Ao citar santos populares como “São José, São Jorge”, a música reforça a religiosidade popular e a mistura de crenças, compondo um retrato melancólico, mas resistente, da identidade amapaense diante das adversidades e do esquecimento nacional.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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