
Violão Companheiro
Amado Batista
Como “Violão Companheiro” transforma dor em serenata
Em “Violão Companheiro”, de Amado Batista, o violão vira confidente que orienta o cantor a sentir e comunicar. O contraste entre “você é feito de madeira” e “fazer da tristeza uma festa” resume a ideia central: um objeto sem paixão media a dor humana e a transforma em arte. A personificação aparece quando ele é amigo “das madrugadas”. As imagens noturnas — “o céu é o nosso teto, a lua nos ilumina” — montam o cenário de serenata. Nas ruas vazias, “cordas são poesias nas ruas vazias”, e o músico encontra nas estrelas o impulso para cantar “pra aquela menina”. Nesse clima, o violão dá coragem para o recado amoroso: “Acorde o meu amor / Vou lhe dizer cantando”.
O jogo afetivo e sonoro em “violão amigo, que chora comigo” e “esse nosso choro é só por amor” destaca duas camadas: emoção e timbre. Além de choro como sentimento, “chorar” nomeia o som choroso do instrumento; por associação, a palavra pode remeter ao gênero choro, embora a faixa não se prenda a ele. Já “não sofres paixão, não tens ilusão” reforça a distância entre madeira e humano. É justamente essa neutralidade que permite ao violão acolher, reorganizar e devolver a dor como melodia, capaz de “secar os olhos de quem chora” e reacender a emoção no peito do cantor. Assim, ele deixa de ser ferramenta e se afirma como companheiro que dá forma e caminho ao amor.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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