
Ausência
Amado Batista
Dor, fidelidade e esperança em “Ausência”, de Amado Batista
“Ausência”, de Amado Batista, lançada em 1986 no álbum Vitamina e Cura, transforma a falta em movimento: a saudade impulsiona o narrador a “seguir sem rumo na esperança” de reencontrar quem partiu. Ele lembra o momento da separação — “me lembro o dia que tu partiste” — e enfrenta uma solidão que “tortura”. O sofrimento aparece de modo direto e físico: “meus olhos choram, meu coração também”. Ao mesmo tempo, ele reforça a sinceridade do sentimento — “Só Deus quem sabe o quanto te amo” — e busca dar função à dor: “para dar vida em minha vida e reviver nosso amor”.
No fecho, o compromisso vira resposta à perda. O juramento “Juro querida, jamais terei outro amor” converte a tristeza em fidelidade e sustenta a esperança de retorno. As imagens simples elevam a idealização: “Minha flor” sugere cuidado e delicadeza; “és o meu mundo, meu paraíso também” faz da amada refúgio e plenitude, indicando que, sem ela, tudo perde rumo. A confissão “Sigo sem rumo” traduz a desorientação afetiva, enquanto “eu suportei porque sou forte, mas eu chorei de dor” combina resistência e vulnerabilidade, aproximando o eu lírico das experiências cotidianas que tornaram Amado Batista popular. O sentido central é claro: ele perdeu o amor que dava sentido à vida e, apesar da solidão e da amargura, mantém a esperança de reencontro e a promessa de permanecer fiel.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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