
MULHER
Amanda Sarmento
Força e ancestralidade feminina em “MULHER” de Amanda Sarmento
A música “MULHER”, de Amanda Sarmento, utiliza referências mitológicas e imagens de força animal para construir uma identidade feminina que rejeita limitações impostas pela sociedade. Ao mencionar “Vênus, Afrodite e o gostoso veneno”, Amanda associa a mulher à sensualidade, ao poder e à complexidade dessas deusas, mas logo recusa qualquer tentativa de ser reduzida a “teu mundo pequeno”. Essa postura reflete a influência direta do pensamento de Beatriz Nascimento, intelectual negra que valorizava a autonomia e a história das mulheres negras no Brasil, inspiração presente em toda a canção.
A repetição do verso “vim da selva, sou leão, sou demais pro seu quintal” reforça a imagem de uma mulher indomável, que não aceita espaços restritos ou papéis limitados. O trecho “Seu nome era dor, seu apelido amor” revela a dualidade das experiências femininas, especialmente das mulheres negras, que enfrentam tanto sofrimento quanto afeto em suas trajetórias. As “correntes” aparecem como metáfora para desafios e opressões, mas também para a força de resistir “contra todas as correntes”. O pedido para que a Lua ilumine o caminho da mulher faz referência à ancestralidade e à proteção, elementos presentes na obra de Beatriz Nascimento e na relação de Amanda com figuras femininas marcantes como Luena Nascimento. Assim, “MULHER” celebra a força, a independência e a complexidade da mulher, especialmente da mulher negra, afirmando sua presença e brilho em qualquer espaço.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




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