
Santo E Demônio
Amelinha
Dualidade humana e entrega em "Santo E Demônio" de Amelinha
"Santo E Demônio", interpretada por Amelinha e composta por Fagner e Ricardo Bezerra, explora a dualidade presente em cada pessoa. A letra destaca essa convivência de opostos com versos como “sou toda gente em mim, santo e demônio em mim, Deus e o diabo em mim, céu e inferno em mim”, mostrando que sentimentos e facetas contraditórias fazem parte da experiência humana. A canção utiliza imagens urbanas e naturais para reforçar essa multiplicidade: ao se descrever como “avenida cheia de gente rápida e feia” e “particularmente rua”, a narradora sugere que carrega em si o movimento, a diversidade e até o caos do cotidiano. Quando se compara a um “sol brilhante” e a uma “lua”, evidencia a alternância entre luz e sombra, calor e frieza, reforçando que ninguém é unidimensional.
O verso “sou diariamente a dor que me passeia, a dor que me anseia ser” revela uma inquietação constante e o desejo de transformação, que se completa ao final quando a narradora se declara “particularmente, tua”. Isso indica que toda essa complexidade se oferece ao outro, seja em uma relação amorosa ou em um encontro humano profundo. O contexto histórico de Amelinha, ligada ao movimento "Pessoal do Ceará" e à efervescência cultural dos anos 1970, contribui para que a música seja vista como um retrato de uma geração em busca de afirmação em meio a contradições sociais e existenciais. Assim, "Santo E Demônio" vai além de uma confissão pessoal, tornando-se um espelho das ambiguidades presentes em todos nós.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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