Endless Solitude
My soul goes through the long nights
In search of that sweet and beautiful goddess...
Like a sacred pearl which man will never be able to cut
That fine silk purple curtain,
Which separate my anxcious soul
From its magnificent and frail body...
I chant songs of pain, suffering and desires
Through the curtain I try to touch your figure
I approach your ardent and sensual lips,
However, you keep still, insensitive...
I see lots of tears and ashes in my journey,
I see suffering in your way
Tomorrow without flowers and without birds...
Without hope, without life, filled with anguish
With endless solitude... Yes, always live in sorrow
Here's the fate that the eternal gods, of careless existence
Endowed to the unhappy mortals
Solidão Sem Fim
Minha alma atravessa as longas noites
Em busca daquela doce e bela deusa...
Como uma pérola sagrada que o homem nunca poderá cortar
Aquela fina cortina de seda roxa,
Que separa minha alma ansiosa
De seu corpo magnífico e frágil...
Canto canções de dor, sofrimento e desejos
Através da cortina, tento tocar sua figura
Me aproximo de seus lábios ardentes e sensuais,
No entanto, você permanece imóvel, insensível...
Vejo muitas lágrimas e cinzas na minha jornada,
Vejo sofrimento no seu caminho
Amanhã sem flores e sem pássaros...
Sem esperança, sem vida, cheia de angústia
Com solidão sem fim... Sim, sempre viver na tristeza
Esse é o destino que os deuses eternos, da existência descuidada
Concederam aos mortais infelizes.