
Pantera Preta
Amiri
Resistência e ancestralidade em “Pantera Preta” de Amiri
Em “Pantera Preta”, Amiri expressa uma determinação inabalável diante da violência e do genocídio da população negra no Brasil. O verso repetido “Eu vou viver, nem que pra isso eu tenha que morrer” destaca a urgência e a radicalidade da luta por sobrevivência. A figura da pantera preta simboliza a força da mulher negra, conectando a resistência atual à ancestralidade africana. Amiri faz referência a Tereza de Benguela, líder quilombola, e a divindades como Iansã e Xangô, reforçando que a resiliência negra é fruto de uma linhagem histórica de enfrentamento à opressão.
A música também estabelece um elo entre a luta negra no Brasil e nos Estados Unidos ao citar Huey Newton, cofundador do Partido dos Panteras Negras, e mulheres como Afeni, Angela e Assata, figuras importantes do movimento negro norte-americano. Ao mencionar vítimas da violência policial, como Amarildo, Claudia e Marielle, Amiri denuncia o genocídio negro contemporâneo e questiona a impunidade das autoridades: “Quem policia a polícia em tempos em que polícia nos mata igual água?”. Ele critica ainda a meritocracia e o racismo estrutural, apontando que “cotas são correção em papel” e que o país ainda carrega as marcas da escravidão. Assim, “Pantera Preta” se apresenta como um manifesto de afirmação da identidade negra, valorização da ancestralidade e exigência por justiça, transmitindo dor, indignação, orgulho e esperança na continuidade da luta.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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