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Eu Comi a Madona

Ana Carolina

LetraSignificado

    Provocação e liberdade feminina em “Eu Comi a Madona”

    “Eu Comi a Madona”, de Ana Carolina, utiliza o erotismo como ferramenta de provocação artística, abordando a sexualidade feminina de forma direta e sem pudores. O título faz referência à Madonna, ícone pop conhecido por desafiar padrões e promover a liberdade sexual, e foi escolhido por Ana Carolina justamente para provocar e brincar com a ideia de desejo, sem se prender a padrões físicos. A letra traz imagens explícitas, como “imprensando minha coxa na coxa que é dela” e “me quer, me quer, me quer e quer ver meu nervo rígido”, evidenciando o desejo entre mulheres e colocando a narradora em posição ativa, subvertendo a tradicional objetificação feminina.

    O refrão “Fui eu quem bebi, comi a madonna” reforça essa inversão de papéis, mostrando a mulher como agente do próprio prazer. Elementos como “cinta-liga”, “perna dura” e a chegada de “mais três amigas” ampliam o clima de liberdade sexual e experimentação. Trechos como “me pediu que lhe batesse, lhe arrombasse, lhe chamasse de cafona, marafona, bandidona” misturam humor, fetiche e crítica aos rótulos impostos às mulheres. O contexto das apresentações ao vivo, com imagens de Bettie Page, e as declarações de Ana Carolina sobre “pegar Madonna de qualquer jeito” reforçam o tom provocativo e a intenção de questionar padrões de desejo e poder. Assim, a música vai além do erotismo, tornando-se uma crítica à objetificação feminina e uma celebração da autonomia sexual da mulher.


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