
Guarda-me a vida na mão
Ana Moura
Solidão e entrega emocional em “Guarda-me a vida na mão”
"Guarda-me a vida na mão", interpretada por Ana Moura, destaca-se pela forte sensação de abandono e solidão, elementos centrais do fado tradicional. Logo no início, a letra afirma: “Dentro desta solidão / Nem há presença de Deus”, deixando claro que a ausência não é apenas de um amor, mas de qualquer esperança ou consolo, nem mesmo o divino. Esse sentimento de vazio absoluto aprofunda o drama da canção, indo além da dor amorosa para tocar em uma solidão existencial.
O pedido “Guarda-me a vida na mão / Guarda-me os olhos nos teus” mostra uma entrega total ao outro, como se a sobrevivência emocional dependesse desse vínculo. A música também aborda a espera e a desilusão, especialmente nos versos “Esperei por ti todas as horas / Frágil sombra olhando o cais”. O cais, símbolo recorrente de saudade e despedida na cultura portuguesa, reforça a ideia de uma espera interminável. Quando a letra diz “Mas mais triste que as demoras / É saber que não vens mais”, a esperança se transforma em resignação dolorosa, marcando o momento em que a espera se torna certeza da ausência. A colaboração entre Ana Moura e Jorge Fernando, ambos ligados ao fado, reforça a homenagem à tradição do gênero, trazendo à tona temas de melancolia, entrega e solidão, presentes tanto na letra quanto na interpretação intensa da artista.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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