
A Saia da Carolina
Ana Moura
Duplo sentido e irreverência em “A Saia da Carolina”
"A Saia da Carolina", interpretada por Ana Moura, destaca-se pelo uso criativo do duplo sentido, especialmente na metáfora do "lagarto" pintado na saia. O verso repetido “tem cuidado, ó, Carolina, que o lagarto dá ao rabo” brinca com a ambiguidade: ao mesmo tempo que parece um aviso inocente sobre o desenho, também sugere, de forma bem-humorada, temas ligados à sexualidade e ao desejo. Esse tipo de humor atrevido é característico das canções tradicionais galego-portuguesas, que frequentemente abordam questões sociais de maneira espirituosa.
A letra descreve a saia de Carolina em detalhes – “não tem prega, nem botão”, “uma barra encarnada”, “é curta e das modernas” – sempre acompanhada de conselhos para que ela tenha cuidado, não deixe a saia cair ou ser rasgada, e não permita que “lhes deixes por a mão”. Esses versos reforçam o tom leve e descontraído, mas também refletem, de forma sutil, as normas sociais e a vigilância sobre o comportamento feminino. Ao trazer essa canção para o fado, Ana Moura revitaliza a tradição, mantendo o humor e a crítica social implícita, enquanto celebra a irreverência e a liberdade feminina presentes na cultura popular.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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