A Canção da Rosa Branca
António Pinto Basto
Amor idealizado e saudade em “A Canção da Rosa Branca”
Em “A Canção da Rosa Branca”, António Pinto Basto utiliza a imagem da rosa branca para simbolizar um amor idealizado e inalcançável, tema central do fado. A escolha desse símbolo reforça a pureza e a distância desse sentimento, como fica claro na comparação da rosa a “um astro que do céu tombasse”. A letra, escrita pelo avô do artista, João de Vasconcellos e Sá, carrega a tradição do fado de expressar saudade e desilusão amorosa, elementos marcantes do gênero.
A música narra a obsessão e a impossibilidade desse amor, evidenciada em versos como “Nunca me esqueces e dormindo, embora / Sonho a ventura de te amar assim!”. O narrador revela que o amor é tão profundo que se mistura à própria existência, persistindo mesmo nos sonhos. O refrão “Ó rosa branca” aparece como um chamado constante, expressando a busca por respostas e a frustração diante do silêncio e da ausência: “Porque me chamas / Porque não respondes / E porque te escondes / A chamar por mim?”. No desfecho, a menção à morte e à esperança de reencontro reforça o tom nostálgico e resignado, mostrando que a saudade e a dor do amor não correspondido permanecem mesmo após a vida. Assim, a rosa branca sintetiza a essência do fado: a beleza do amor idealizado, a dor da ausência e a esperança impossível de realização.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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