Mestre Alentejano
António Pinto Basto
Identidade regional e humor em “Mestre Alentejano” de António Pinto Basto
A música “Mestre Alentejano”, interpretada por António Pinto Basto e escrita por seu avô, João de Vasconcelos e Sá, destaca o vocabulário típico do Alentejo como elemento central da identidade regional. Com humor e leveza, a canção mostra como a linguagem local molda o modo de ser do povo alentejano. Um exemplo marcante está nos versos “Às sopas chamam açorda / E à açorda chamam-lhe migas”, que ilustram de forma divertida como até alimentos comuns recebem nomes diferentes na região, reforçando o sentimento de pertencimento e a riqueza das tradições locais.
A letra apresenta expressões como “maleitas dizem maletas”, “carpinteiro é abegão” e “deitar fora é aventar”, funcionando quase como um glossário afetivo do Alentejo. Ao afirmar “no resto de Portugal / ninguém diz palavras tais”, a música ressalta que essas diferenças vão além da linguagem, marcando uma identidade própria, muitas vezes vista como exótica ou incompreendida em outras partes do país. Além disso, a canção brinca com estereótipos e situações cotidianas, como em “quando um tipo está doente / logo dizem que está morto” e “ser janota é ser maricas / ser beirão é ser galego”, usando o exagero para provocar o riso e refletir sobre preconceitos regionais. “Mestre Alentejano” é, assim, uma homenagem à autenticidade do Alentejo, celebrando suas memórias, emoções e o valor do vocabulário que só quem é da terra entende por completo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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