
em voz alta
ANAVITÓRIA
Apropriação e identidade em “em voz alta” de ANAVITÓRIA
A música “em voz alta”, de ANAVITÓRIA, explora o impacto da leitura em voz alta como um ato de apropriação e transformação pessoal. No trecho “Gosto de ler em voz alta e ouvir / Minha voz dizendo coisas que não de mim nasceram / Mas que minhas eu gostaria que fossem”, a narradora revela o desejo de tornar íntimas as palavras de outros autores, absorvendo-as e incorporando-as ao seu próprio repertório. Esse processo vai além da simples leitura: ao pronunciar as palavras, ela se sente “geradora e rainha”, mostrando como a leitura em voz alta pode ser um ritual de empoderamento e expansão emocional e linguística.
A letra também destaca a relação afetiva e lúdica com a linguagem, tratando as palavras como “tesouros” que ganham valor ao serem ditas. A prática de anotar, decorar e reutilizar essas palavras em diferentes contextos — “Numa carta pra gente bonita / Com Vitória numa entrevista / Numa briga ou numa terapia / Na minha música” — mostra como a linguagem se transforma em ferramenta de expressão autêntica e conexão com o outro. A comparação com “Livros”, de Caetano Veloso, é relevante, pois ambas as músicas celebram o prazer de se apropriar da palavra escrita e falada, tornando-a parte da própria identidade. O clima contemplativo da faixa, reforçado pelo andamento moderado e pela tonalidade de Si menor, contribui para a sensação de intimidade e reflexão sobre o papel das palavras na construção de quem somos.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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