
Julguei Endoidecer
André Baptista
Dor e superação no fado "Julguei Endoidecer" de André Baptista
Em "Julguei Endoidecer", André Baptista explora o limite emocional causado por uma separação, já evidenciado no próprio título, que usa o verbo "endoidecer" para expressar o desespero extremo. A escolha dessa palavra reforça o tom dramático e visceral típico do fado, gênero conhecido por abordar temas como saudade, melancolia e fatalismo. Logo nos primeiros versos, a letra mostra o impacto devastador do término: "Caiu dentro de mim, a noite triste / Feita de sombras negras, sem clareira". Aqui, a ausência da pessoa amada transforma a vida do eu lírico em escuridão e solidão, sem perspectiva de alívio ou esperança ("sem clareira").
O sofrimento é detalhado em ações autodestrutivas e de desamparo, como "Fumei, chorei, bebi, mal disse a vida / E desejei morrer, morrer por ti", ilustrando o ciclo de dor e a sensação de perda de sentido. No entanto, a canção traz uma virada reflexiva quando o narrador percebe que a saudade falou "mais alto que a razão" e admite que a intensidade do sentimento o cegou: "Não és mulher que valha esta paixão". Nos versos finais, a ambivalência aparece em "Maldito seja o dia em que te vi / Bendita sejas tu, pela vida fora", mostrando a luta interna entre ressentimento e gratidão. Assim, a música retrata de forma sensível o processo de superação da dor amorosa, característica marcante do fado.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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