
Saudação aos tambores
André da Mata
Sincretismo e ancestralidade em “Saudação aos tambores”
“Saudação aos tambores”, de André da Mata, destaca o sincretismo religioso presente na cultura afro-brasileira ao unir saudações a orixás e santos católicos. Ao mencionar expressões como “Ogunhê! Odoiá! Okê arô!” (saudações a Ogum, Iemanjá e Oxóssi) e homenagear figuras como São Jorge e Nossa Senhora da Conceição, a música mostra como diferentes tradições religiosas se entrelaçam e convivem, formando uma identidade espiritual plural e acolhedora.
O tambor, elemento central da canção, é apresentado como símbolo de conexão com os ancestrais e de força coletiva. Nos versos “Respeite o rufar dos tambores / Batuque que traz e que leva / Nossos ancestrais protetores”, o instrumento vai além do aspecto musical, assumindo papel espiritual ao invocar entidades como caboclos, erês e orixás, além de proteger e iluminar o caminho do povo. O trecho “Cada palma que bate o tambor / Firma ponto no pé do gongá” reforça a importância dos rituais e da coletividade, já que o “gongá” é o altar das religiões de matriz africana e “firmar ponto” significa estabelecer uma conexão espiritual durante as cerimônias.
A música celebra a resistência, a fé e a alegria das tradições afro-brasileiras, valorizando tanto os ancestrais quanto a diversidade religiosa. O encerramento com “Axé! Amém!” resume essa união de forças e bênçãos, demonstrando respeito e reverência a todas as formas de espiritualidade presentes na cultura popular brasileira.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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