
Maria Bonita
André Rio
O amor e o sertão nordestino em “Maria Bonita” de André Rio
A música “Maria Bonita”, de André Rio, faz referência direta à cultura nordestina ao escolher um nome fortemente ligado ao imaginário do cangaço. No entanto, a letra não fala sobre a famosa companheira de Lampião, mas sim utiliza "Maria Bonita" como símbolo da mulher nordestina idealizada, destacando sua beleza, força e ligação com o sertão. Trechos como “do olhar que arde que nem aveloz” e “a seca da minha alma, temporal que em mim deságua, nascente no meu sertão” mostram como a natureza árida do Nordeste serve de metáfora para sentimentos intensos e transformadores, aproximando a figura feminina da própria paisagem local.
O tom da canção é apaixonado e direto. O narrador se mostra completamente entregue, disposto a enfrentar qualquer desafio por Maria Bonita, usando a poesia e o violão como formas de conquista. A letra faz um jogo com imagens típicas do cangaço, como emboscada e tocaia, mas as aplica ao amor: “Você que me acertou na tocaia e me prendeu pela renda da saia, me fez refém dos caprichos do teu amor”. Aqui, o amor é visto como uma armadilha irresistível, da qual o narrador não quer escapar. O refrão reforça a devoção, chegando a recorrer à fé popular: “fazer uma prece a padre cícero romão pra ser só meu o seu coração”, conectando o sentimento amoroso à religiosidade do sertão. Assim, “Maria Bonita” celebra um amor intenso, simples e profundamente enraizado na cultura nordestina.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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