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Por Una Cabeza

Andrea Bocelli

Metáforas de risco e desejo em “Por Una Cabeza”

Em “Por Una Cabeza”, Andrea Bocelli interpreta um clássico do tango que utiliza a paixão pelas corridas de cavalos como metáfora para os altos e baixos do amor. O título faz referência à expressão usada nas corridas para indicar uma vitória por uma diferença mínima, simbolizando como pequenas decisões ou momentos podem mudar completamente o rumo de uma relação. O verso “Por una cabeza, metejón de un día / De aquella coqueta y risueña mujer” mostra como o narrador se deixa levar por uma paixão intensa e passageira, comparando a imprevisibilidade do amor à incerteza de apostar em um cavalo vencedor.

A canção, composta originalmente por Gardel e Le Pera em 1935, vai além do tema das apostas e aborda o vício em se apaixonar, mesmo após repetidas decepções. O trecho “Cuántos desengaños, por una cabeza / Yo juré mil veces no vuelvo a insistir” revela a dificuldade do narrador em resistir a novas paixões, apesar das desilusões. Mesmo declarando “Basta de carreras, se acabó la timba” (Chega de corridas, acabou o jogo), ele admite não conseguir evitar o risco, seja no amor ou no jogo. A interpretação de Bocelli, especialmente em duetos como o realizado com Christian Nodal, destaca a universalidade desse dilema humano, misturando nostalgia, desejo e a esperança de que, por um pequeno detalhe, tudo possa mudar.

Composição: Alfredo Lepera / Carlos Gardel. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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