Reflexão sobre o presente e aceitação em "Vivo"
A música "Vivo", de Andrea Laszlo De Simone, explora a tensão entre a busca por sentido e a aceitação da irracionalidade da vida. Logo no início, o artista expressa uma sensação de falta de controle ao afirmar: “Vivo / Ma non ho scelta né un motivo” (Vivo / Mas não tenho escolha nem motivo). Esse sentimento é reforçado pelo verso “Il mondo è un tipo irrazionale / Fa come vuole / Non dà nessuna spiegazione” (O mundo é um tipo irracional / Faz o que quer / Não dá nenhuma explicação), mostrando como a vida pode ser imprevisível e sem lógica. O contexto do lançamento, durante a pandemia, intensifica essa mensagem, já que a incerteza e a falta de respostas eram experiências comuns naquele momento.
A letra incentiva o ouvinte a valorizar o presente, como em “Ti conviene / Cogliere il tempo che rimane / Prima che smetta di bruciare / Dentro al tuo cuore / Anche il più piccolo ideale” (Vale a pena / Aproveitar o tempo que resta / Antes que pare de arder / Dentro do seu coração / Até o menor ideal). De Simone alerta para a fragilidade dos sonhos, que podem desaparecer diante das dificuldades. A metáfora “la tua mente è una gran sarta / Che cuce in fretta / Il tempo di una sigaretta” (sua mente é uma grande costureira / Que costura rápido / No tempo de um cigarro) sugere a capacidade de adaptação e a rapidez com que a vida passa. O artista reforça a importância de aproveitar o que a vida oferece, mesmo que não seja perfeita: “E dalla vita non si aspetta / Che sia perfetta / Si gode quello che gli spetta / Perché si muore troppo in fretta” (E da vida não se espera / Que seja perfeita / Aproveita o que lhe cabe / Porque se morre rápido demais).
O projeto audiovisual, com transmissões ao vivo de praças ao redor do mundo, amplia o significado da música ao propor uma conexão coletiva em meio ao isolamento. "Vivo" se transforma em um convite para aceitar a imperfeição e viver o presente, mesmo diante do medo de envelhecer e esquecer, como em “Che teme di invecchiare / E di dimenticare / Come si cambia in fretta” (Que teme envelhecer / E esquecer / Como se muda rápido). A canção se destaca como um manifesto sensível sobre a urgência de viver e sentir, mesmo quando o mundo parece não fazer sentido.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




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