
Mônica
Angela Ro Ro
Crítica à culpabilização em "Mônica" de Angela Ro Ro
Em "Mônica", Angela Ro Ro faz uma crítica direta à cultura que culpa as vítimas de violência, especialmente mulheres e meninas. Ao repetir de forma irônica versos como “Morreu violentada porque quis / Saía, falava, dançava / Podia estar quieta e ser feliz”, a artista evidencia o absurdo do discurso social que responsabiliza a vítima pelo crime. Essa abordagem expõe como a sociedade frequentemente ignora a responsabilidade dos agressores e reforça estigmas sobre o comportamento feminino.
A música foi inspirada no assassinato de Mônica Granuzzo Lopes Pereira, ocorrido em 1985, um caso que chocou o Brasil e trouxe à tona debates sobre violência de gênero. Angela Ro Ro amplia a discussão ao citar outros crimes emblemáticos, como os de Aída Curi, Aracelli e Cláudia Lessin, mostrando que esses casos não são isolados, mas parte de um problema estrutural. Ao mencionar detalhes pessoais de Mônica – “era criança / E que amava muito os pais / Que tinha um gato e outros pecados mais” –, a cantora humaniza a vítima e critica o sensacionalismo da mídia, que transforma tragédias em espetáculo. O verso final, “Queremos o seguinte no jornal / Quem mata menina se dá mal”, expressa o desejo por justiça e por uma mudança na forma como esses crimes são tratados, exigindo punição para os culpados e respeito às vítimas. Assim, a canção se destaca como um manifesto por empatia, justiça e transformação social.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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