
Gata, Moleque, Ninfa
Angela Ro Ro
Ironia e autodefesa em "Gata, Moleque, Ninfa" de Angela Ro Ro
Em "Gata, Moleque, Ninfa", Angela Ro Ro utiliza ironia e referências históricas para abordar relações marcadas por traição e manipulação. Ao mencionar "filha do Papa Bórgia" e recusar "beber teu vinho cheio de veneninho", a artista faz alusão direta a Lucrécia Bórgia, figura conhecida por envolvimento em envenenamentos e intrigas. Essa escolha reforça a imagem de uma pessoa amada perigosa e envolta em falsidade. O verso "Mercúrio flamejante / É frio o teu ardor" destaca o contraste entre uma paixão aparente e a frieza emocional, sugerindo inconstância e desapego.
A letra também constrói o retrato de alguém sedutor, mas superficial, como em "mina boa de chinfra" (alguém que ostenta sofisticação, mas é pretensiosa) e "gata nova não para / me arranhou a cara / e me sujou o chão", misturando desejo, mágoa e decepção. O tom irônico se intensifica quando a narradora decide "soltar você da mão / onde nunca pousou o teu coração", deixando claro que a relação nunca foi recíproca. No final, a música assume uma postura de aprendizado e autodefesa: "o amor é experiência / e de cobaia cansei de me imolar", mostrando maturidade e a recusa em se submeter novamente a relações tóxicas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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