
Tango da Bronquite
Angela Ro Ro
Ironia e autodepreciação em "Tango da Bronquite" de Angela Ro Ro
Em "Tango da Bronquite", Angela Ro Ro utiliza a ironia já no título, trocando o drama romântico típico do tango pelo vício do cigarro e pela bronquite, consequências de um amor não correspondido. A música faz uma paródia direta ao clássico "Fumando Espero", de Carlos Gardel, mas enquanto o original trata da espera amorosa com solenidade, aqui a espera é marcada por humor ácido e autodepreciação: "Fumando espero e arranjo uma bronquite / Eu tenho um palpite, você não vai pintar". O cigarro simboliza tanto o nervosismo quanto a insistência em um relacionamento já encerrado, mesmo diante da certeza do fim.
A letra revela a dificuldade de aceitar o término, misturando melancolia e sarcasmo: "Ouvi mais de mil vezes que a transa está acabada / Mas mesmo assim acendo outro cigarro". O ato de fumar, repetido apesar das consequências, representa a negação e a esperança teimosa de que algo possa mudar. O humor aparece nas pequenas decepções do cotidiano, como correr para a janela achando que o ex chegou, apenas para se frustrar ao ver um táxi qualquer. Angela Ro Ro transforma o drama em algo quase cômico, sem perder a sinceridade do sofrimento: "Estou enlouquecida já bem prá lá de porre / Mas minha esperança é que ela nunca morre". Assim, a música equilibra leveza e dor, mostrando que, mesmo no desespero, é possível rir de si mesma e seguir em frente.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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