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Velho Táta

Ângelo Franco

Letra

    Velho Táta, quase lenda
    Destas lonjuras sem fim
    A fronteira era seu mundo
    Seu sonho o fez assim

    Os bois, parceiros de lida
    A carreta, seu ganha pão
    Palheiro pras invernias
    E um cusco pra solidão

    Êra boi, êra boiada
    Carreta, sonho de um tempo
    Range na poeira da história
    Um triste canto, lamento

    O ofício de carreteiro
    No progresso foi levado
    Restou apenas silêncio
    Numa estrada do passado

    Posteiro destas fronteiras
    Muitos hão de recordar
    Do velho Táta, a su manera
    Silbando coplas naquele andejar
    De volta ao rancho, depois de dias
    Já cansado de tanto estradear
    Um regalo, jamais esquecia
    Os caramelos pros pias

    Tal qual a curva da estrada
    Os bois, a carreta amiga
    Aqueles anos de geada
    Envergaram a própria vida

    Os bois, à espera ficaram
    A carreta não'algum jardim
    Um dia te foste, meu Táta
    Mas ainda vives em mim


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