
La Ultima Curda (part. Edmundo Rivero)
Anibal Troilo
A embriaguez como refúgio em "La Ultima Curda" de Anibal Troilo
Em "La Ultima Curda (part. Edmundo Rivero)", Anibal Troilo utiliza o termo "curda", gíria do lunfardo para embriaguez, para destacar o papel do álcool como refúgio diante da dor existencial e amorosa. O bandoneón, símbolo do tango, é tratado como um confidente do sofrimento, especialmente no trecho: "Lastima, bandoneón / Mi corazón / Tu ronca maldición maleva". Aqui, a música é vista como cúmplice e amplificadora da tristeza, tornando-se parte do próprio drama vivido pelo narrador.
O verso "La vida es una herida absurda / Y es todo, todo tan fugaz / Que es una curda, ¡nada más!" resume o sentimento de desencanto: a vida, marcada por feridas e pela passagem rápida do tempo, só encontra alívio temporário no esquecimento proporcionado pela bebida. A busca por consolo no álcool aparece claramente em "Y busca en el licor que aturde / La curda que al final / Termine la función / Corriéndole un telón al corazón". A imagem da cortina que se fecha sugere o desejo de encerrar a dor, como se a vida fosse um espetáculo que só termina com o esquecimento etílico. O diálogo com o bandoneón, pedindo que compartilhe sua própria condenação e fracasso, reforça a ideia de que tanto o narrador quanto o instrumento carregam marcas de perdas e desilusões. O ambiente descrito, de um "país que está de olvido, siempre gris / Tras el alcohol", reforça a atmosfera de melancolia e resignação, onde o esquecimento é tanto fuga quanto destino inevitável.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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