É Fogo
Aniceto do Império
Tradição e resistência no samba em “É Fogo” de Aniceto do Império
A música “É Fogo”, de Aniceto do Império, destaca como o partido-alto, uma vertente tradicional do samba, se mantém vivo e se reinventa mesmo sem instrumentos musicais. O verso “Partideiro que é partideiro / Canta o partido com palma de mão” mostra a importância do improviso e da força coletiva dos sambistas, que mantêm o ritmo e a celebração apenas com as palmas. Essa prática, comum nas rodas de samba, reforça o espírito comunitário e a essência do samba de raiz, onde a participação de todos é fundamental.
A letra também faz referência a figuras históricas como Tia Ciata e Tereza (possivelmente Tereza de Benguela), conectando a música à ancestralidade e à resistência negra, que são pilares do samba carioca. Ao citar “os baianos partideiros / E cariocas também / Tem que lembrar de sabata / E outros que estão no além”, Aniceto presta homenagem aos sambistas do passado, valorizando a memória dos que ajudaram a construir a cultura do partido-alto. O clima descontraído e festivo, reforçado pela repetição de “Partideiros reunidos”, simboliza a união, a alegria e a continuidade dessa tradição, mesmo diante das dificuldades. Assim, a canção se torna um tributo à coletividade, ao improviso e à herança cultural do samba, elementos centrais na trajetória de Aniceto do Império.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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